Liriz

Liriz é artista visual multimídia, designer e escritora alagoana. Desenvolve trabalhos envolvendo linguagens visuais manuais e digitais, transitando entre suportes como desenho, pintura, poesia, arte digital, fotografia, audiovisual e animação. Experimentando em torno de subjetividades sensoriais e emocionais do corpo humano em diálogo com ciência e tecnologia, seu trabalho atravessa lentes que destorcem e distorcem o mundo ao seu redor. Graduada em Design pela Universidade Federal de Alagoas, tem prática em design gráfico e editorial com foco em obras artísticas e ações culturais, e direção, arte e cenários para cinema. Atua como produtora cultural e é fundadora da 4E, produtora de arte com foco em obras originais e inéditas. 

Sua trajetória nas artes se inicia na infância e se expande em 2018, quando ingressa na Universidade Federal de Alagoas. Neste período, lança suas primeiras publicações independentes, ‘O Dia Que Eu Pisei Na Terra’ e ‘Garganta’, explorando o universo da poesia, desenhos em nanquim e encadernação manual.  Desenvolve as séries ‘Bordados Biossensíveis’ e ‘Bordados Sobre Ingmar Bergman’, incorporando o bordado livre sobre papéis descartados, ‘Perspectivas’, utilizando desenho em aquarela, e ‘Notas Mentais’, mesclando poesias e arte digital. Estas obras circularam em exposições coletivas, físicas e virtuais, entre 2020 e 2023. 

Teve sua estreia no audiovisual e na fotografia em 2020, com o curta-metragem de animação ‘O Abraço Logo Vem’ (dir. Paulo Accioly), em que colaborou como ilustradora digital, e com autorretratos fotográficos para as exposições ‘Isolamentos’ e ‘Reflexos’, realizadas virtualmente pelo Punho Coletivo. Desde então, a artista incorporou o vídeo e a animação como suportes, como em ‘Luz No Fim de Tudo’, GIF em colagem digital e animação, e em ‘Cyberpunk’, projeção experimental para o evento Popfuzz Radar. Formou-se em Produção Audiovisual pela Escola Criattiva em 2024 e desde então colaborou em curtas, videoclipes e videoartes, como diretora, roteirista, assistente de arte, cenografista e diretora de arte. 

Em 2024, lançou o livro gráfico ‘Mais Uma Sobrevivente’, que explora a conturbada emergência do ser num mundo fraturado, confuso e contraditório, utilizando textos poéticos e artes mistas para criar uma narrativa visual sensível e autobiográfica. Recebeu duas premiações pela Lei Paulo Gustavo (2024), através da Prefeitura de Maceió, como artista visual e como designer, e foi designer premiada pelo Plano Nacional Aldir Blanc (2025), através da Prefeitura de Maceió.